Petit, o monstro é um livro perfeito para conversar sobre os dilemas de saber o que é certo e o que é errado nas situações cotidianas.

A contradição entre o título e a imagem do garoto sorridente na capa já prepara o leitor para descobrir que Petit é mais parecido com a gente do que podemos imaginar…

Com um texto divertido, Isol vai nos apresentando o personagem, pouco a pouco, a partir de suas ações e das dúvidas que elas despertam. Às vezes fazendo coisas boas, às vezes fazendo coisas ruins, o menino não sabe responder por que é tão difícil descobrir o que é certo e o que é errado.

As imagens, que podem parecer simples num primeiro momento, escondem uma riqueza de detalhes que ampliam o sentido das palavras, construindo um livro que abre espaço para muitas leituras e conversas.


(Resenha produzida pela equipe A Taba, especialmente para o exclusivo Mapa de Exploração da obra.)

Quem é Isol, autora do livro Petit?

Isol Petit

Marisol Misenta, conhecida como lsol, vive na Argentina, onde nasceu, cresceu, estudou artes e começou sua carreira. Mas foi com um prêmio recebido no México que seu trabalho como ilustradora ganhou reconhecimento mundial.

Ela costuma criar a história completa, texto e imagens, mas também inventa ilustrações para livros de outros autores. Nesses casos, considera o trabalho mais desafiador, já que precisa transformar em imagens as ideias de outra pessoa.

lsol gosta de olhar o mundo de diferentes formas, o que costuma aparecer em seus livros quando os personagens revelam coisas que não são percebidas à primeira vista.

Por que escolhemos Petit, o monstro para enviar aos assinantes do Clube de Leitores A Taba?

Em Petit, o monstro, as oposições entre o que é bom e o que é mau são discutidas por meio das reflexões de uma criança sobre suas próprias ações e intenções.

Afinal, como saber o que é certo ou errado, já que a vida não possui um manual de instruções que esclareça nossas dúvidas?

As diferentes visões sobre uma mesma situação e a mistura das cores escolhidas pela autora para ilustrar cada uma das cenas mostram ao pequeno leitor que, às vezes, o bem e o mal se confundem e podem ser enxergados de maneira diferente, de acordo com os olhos daquele que o vê.


Como foi a nossa leitura?

Isadora Freitas é voluntária da Associação Viva e Deixe Viver e, desde 2017 é parceira da Taba, realizando leituras dos livros enviados pela Taba em hospitais de Brasília.

O depoimento abaixo é de uma leitura realizada em 2017. Confira.

Um belo livro que nos faz refletir sobre alguns termos usados para classificar as pessoas que as vezes podem nos confundir ou até nos deixar extremamente tristes.

– Você é um bom menino.

– Você é um mau menino.

Quando li este livro me lembrei muito da história “Mamãe zangada”, da autora Jutta Bauer. São reflexões sobre a forma de abordar palavras, ações, expressões, que para alguns adultos não são tão graves, mas que para muitas crianças pode deixa-los “despedaçados”, confusos.

Muitas vezes tudo parece difícil, ou tudo parece que está errado. Em outras, até quando tentamos acertar, erramos.
Para mim, Petit não é um monstro, ele só está tentando ser uma criança, mas que às vezes perde o controle de suas ações.
E para você? Como foi a leitura dessa obra em casa?
 

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1 comentário
Tartaruga Nara

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