Resenha
Um dos livros mais fascinantes de todos os tempos, O retrato de Dorian Gray é o único romance de Oscar Wilde, escritor irlandês, que transitou pelos salões aristocráticos londrinos do final do século XIX e observou o temperamento dos seus frequentadores com olhos de lince. Nesse ambiente, Wilde coloca em cena o seu protagonista, um jovem que espanta a todos pela perfeição física e logo vai servir de inspiração para um pintor, que irá realizar o famoso retrato do título. No início da narrativa, Dorian ainda conserva sua pureza, mas logo se vê enredado pelos encantamentos do inteligente e cínico Lord Henry, que o corrompe e o lança numa teia de vícios alucinantes. Para espanto da sociedade londrina, o belo rapaz parece ter encontrado o elixir da juventude eterna, pois não envelhece à medida que o tempo passa, e a sua alma vai ficando cada vez mais comprometida. Como em todas as narrativas de mistério escritas na Inglaterra Vitoriana, os eventos sobrenaturais tratados artisticamente deveriam assustar menos do que a realidade que pode ser constatada no teatro encenado por uma sociedade obcecada por beleza, fama, poder e riqueza, mas apodrecida pela ganância e pelo preconceito. A edição bilíngue permite que o leitor saboreie as palavras de Wilde no original. Uma obra transformadora!
Trecho do livro
“Se você quer que ele (Dorian) se case com esta garota, diga-lhe Basil. Ele está disposto a fazê-lo. Toda vez que um homem faz uma coisa completamente estúpida, é sempre a partir dos melhores motivos.”
P. 82

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