Benedito

por:

Autor: Josias Marinho

Editora: Caramelo

A infância é um período repleto de aprendizados e descobertas. 

Para os bebês, o mundo é um território a ser investigado e experimentado por meio dos sentidos.

Por meio das texturas, dos sons, das imagens, dos aromas, dos sabores e, principalmente, das interações afetivas com adultos e crianças, eles vão – pouco a pouco – construindo seus conhecimentos sobre a realidade que os cerca.

Neste encantador livro-imagem, Josias Marinho nos apresenta as descobertas de Benedito sobre pertencimento, cultura e identidade. 

Ao longo das páginas vemos surgir a curiosidade de um bebê sobre um tambor, enquanto acompanhamos suas experimentações em relação aos sons emitidos por este instrumento musical e também suas explorações acerca do formato deste objeto. Aos poucos Benedito, assim como muitos bebês diante daquilo que os cercam, desvenda saberes e constrói relações. 

Impossível terminar a leitura sem reconhecer em Benedito muitas das infâncias de nosso país, refletindo sobre a importância da cultura para a construção da nossa identidade.

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9 comentários
  • Angela M. T. Faustino

    Não recomendo este título à famílias cristãs. O livro apresenta “ideologia de gênero”, o personagem Benedito, no final da história, veste-se com uma blusa rosa e saia azul.

    • Denise Guilherme

      Oi, querida
      Tudo bem?
      Obrigada por compartilhar conosco sua leitura sobre o livro Benedito, embora ela seja bastante diferente da nossa.
      Sabemos que cada ponto de vista é a vista de um ponto. E gostaríamos de lhe apresentar o nosso.
      Como informamos no mapa de exploração do livro, em algumas regiões do Brasil, o traje do Congado é composto por um conjunto de roupas que inclui uma saia, também para os homens. – sem que isso represente qualquer relação com o gênero. Assim como a saia escocesa, o saruel e outros trajes usados também por pessoas do sexo masculino.
      Acreditamos no poder da mediação e do diálogo entre adultos e crianças durante a leitura. Para nós, quando uma leitura termina, começa uma conversa.
      Por isso, cada livros é um espaço para conversarmos sobre o mundo, sobre nós mesmos e sobre os outros. Mesmo aqueles que são diferentes de nós.
      Mais uma vez, obrigada por apresentar a sua leitura para nós.
      Você pode encontrar algumas imagens de referência da festa aqui na Web:
      http://folclorevertentes.blogspot.com/2014/09/saiotes.html
      https://i.pinimg.com/originals/57/3f/3e/573f3eda2d5a50321b2420867219b1f4.jpg
      Esperamos ter ajudado.
      Um grande abraço

  • Gostamos muito desse livro, meu filho e outras crianças que brincam junto com ele ficaram encantadas. Me incomodou um pouco o fato de Benedito usar chupeta, apesar de ser normal em muitas casas, é um tema complexo e que contribui de certa forma para a perpetuação da cultura do desmame, que já é muito forte na nossa sociedade.

    • Denise Guilherme

      Oi, Carol
      Tudo bem?
      Que bom que gostaram do livro.
      A chupeta traz mesmo, muitas perguntas. Na roda de leitura que fizemos, alguém viu nela um sinal de silenciamento. Que é abandonado no momento em que o bebê se descobre parte de uma comunidade cultural.
      Interessante essa leitura, não é?

  • Elaine Baptista

    Na escola da minha filha essa semana teve esse livro… como uma aula de descobertas e de decifrar cada página. Cada criança teve que falar o que viu em casa uma delas. Então a imaginação foi fluindo. Gostei muito

  • Tartaruga Nara

    acompanhe a gente!