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Coisas que eu queria ser

Coisas que eu queria ser

Coisas que eu queria ser é um livro que apresenta ao leitor as coisas vistas do ponto de vista das próprias coisas. Parece complicado, mas não é. A linguagem, ao mesmo tempo direta e divertida de Arthur Nestrovski, orienta a leitura, desviando-a do senso comum. A proposta do livro é imaginar-se no lugar de coisas que eventualmente se gostaria de ser: espelho, telefone, pedra, nuvem, guarda-chuva…


Resenha
Coisas que eu queria ser é um livro que apresenta ao leitor as coisas vistas do ponto de vista das próprias coisas. Parece complicado, mas não é. A linguagem, ao mesmo tempo direta e divertida de Arthur Nestrovski, orienta a leitura, desviando-a do senso comum. A proposta do livro é imaginar-se no lugar de coisas que eventualmente se gostaria de ser: espelho, telefone, pedra, nuvem, guarda-chuva… Nesse exercício, o autor explora ao máximo a pluralidade de significados de uma única palavra e as mil e uma utilidades dos objetos que nos rodeiam. A brincadeira de trocar de lugar com as coisas e girar o olhar sob diferentes pontos de vista termina com uma simpática consideração sobre os instrumentos de trabalho do autor – que também é músico – e da ilustradora: a prancheta e o violão.
Trecho do livro
“Toda nuvem gosta de esculpir para as outras. Chapéu, torre e cachorro são grandes favoritos. Também gosta de chuva. (Bom de cair.) Depois vem a hora melhor de todas: virar vapor. (Bom de subir). Entre uma coisa e outra, a nuvem passa a vida nas nuvens.” Obra sem numeração de páginas